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Disciplina na Educação da criança

Parte 1

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O termo DISCIPLINA é por vezes mal interpretado e utilizado, estando associado a conotações negativas e repressivas tais como: rigidez, punições ou castigos.
Porém, o seu verdadeiro sentido é de cariz bem positivo e educativo.

A disciplina constitui um ato de amor que os pais podem manifestar a uma criança, sendo considerada uma necessidade absoluta, essencial e irredutível.
Também é considerada, segundo o norte-americano, pai da pediatria moderna (Brazelton), O SEGUNDO PRESENTE QUE OS PAIS PODEM DAR AOS SEUS FILHOS.
O AMOR ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR!

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Aprender a gerir a frustração e a comportar-se dentro de certos limites vem em segundo lugar.
Com efeito, a disciplina na educação só faz sentido se for acompanhada por uma fonte genuína de amor.

O amor promove razões para viver enquanto a disciplina proporciona orientações para a vida.

Apesar do amor ser considerado um dos requisitos fundamentais na educação, não é contudo suficiente para formar uma pessoa.

A disciplina na educação é uma condição necessária para a aprendizagem do auto controlo, o reconhecimento dos seus sentimentos, a empatia, a responsabilidade, o desenvolvimento de um sentido de justiça e interiorização de valores humanos.

A educação não pode ser desprendida da educação de valores, caso contrário estar-se-ia em aprendizagem de algo mas não em acções educativas. Na verdade, a disciplina na educação não surge de lições abstractas desvinculadas do quotidiano nem de sentenças ou sermões autoritárias, nem de chantagem emocional.

A disciplina surge através de experiências significativas no contexto familiar.

As lições morais servem de muito pouco se não forem acompanhadas da vivência e do exemplo dos adultos com quem as crianças vivem e interagem no seu dia-a-dia.

AS CRIANÇAS APRENDEM PELA IMITAÇÃO AQUILO QUE OBSERVAM NOS ADULTOS.

Imagem 3Aprendem as boas maneiras e o respeito pelos outros, aprendem a pedir por favor e a agradecer, se isso for habitual na família. Se os pais e os restantes familiares agirem de forma sensível uns com os outros, naturalmente a criança irá reproduzir esse mesmo comportamento e irá imitar a mesma sensibilidade e respeito.

Dizer às crianças teoricamente como devem agir, não basta. Os exemplos são a mais eficiente arma de educação e de disciplina que existe.
As palavras ajudam de alguma forma mas tornam-se vazias se não forem acompanhadas pelo exemplo prático.
Apesar de existirem inúmeras oportunidades para a aprendizagem ao longo de toda a vida, as principais lições são aprendidas durante a primeira infância (essencialmente nos três primeiros anos de vida). Nos anos seguintes e principalmente na adolescência, a aprendizagem torna-se logicamente mais difícil e dolorosa.

Os primeiros anos são considerados a fase mais crítica, sensível e vulnerável no desenvolvimento de qualquer criança sendo o período em que são construídas as bases, os alicerces e as raízes de todas as suas capacidades. É na família que ocorre a maior parte das aprendizagens na vida da criança. Por isso, são os pais que representam a primeira e a mais importante escola para a aprendizagem das regras de conduta, dos limites de comportamento, lidar com sentimentos de perda e frustração e antecipar as consequências das acções dos seus filhos.
Hoje em dia com o controlo da fecundidade, as famílias têm tendência para serem mais pequenas do que no passado, o que torna cada filho, um ser precioso, representando para os pais uma riqueza existencial. Neste sentido, os pais tentam fazer o que estiver ao alcance para que a criança se sinta feliz e para que as suas necessidades sejam satisfeitas e atendidas.

DA RESPOSTA ÀS VÁRIAS NECESSIDADES DA CRIANÇA, A NECESSIDADE DE DISCIPLINA É POR VEZES AQUELA QUE SUSCITA MAIS DÚVIDAS.

Eventualmente com o receio de traumatizar ou de não fazer a criança feliz, os pais podem sentir alguma dificuldade em dizer “NÃO” aos seus pedidos e desejos.

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 A dificuldade dos pais em ceder aos desejos aliado à dificuldade em dispensar tempo e atenção ao filho que não viram o dia inteiro, poderá despertar sentimentos de culpa. A tensão entre a vida profissional e o cuidado aos filhos associado aos sentimentos de culpa é responsável segundo alguns especialistas relacionados com a educação, pela prática compensatória, onde o compensar as crianças com objectos matérias passa a ser comum.Imagem 5

  Quando os pais se sentem em falta para com os filhos surge o aparecimento de práticas educativas permissíveis. No final do século XX a permissividade tornou-se numa tendência das famílias contemporâneas.
A criança que cresce acreditando que pode ter tudo sem esforço, pode facilmente perceber de forma equivocada que as coisas verdadeiramente importantes da vida vêm do exterior de si, CAINDO NA TENDÊNCIA PARA PROCURAR A SUA AUTOESTIMA EM FUNÇÃO DAS COISAS QUE POSSUI EM DETRIMENTO DA PESSOA QUE É. Assim, as crianças ao receberem bens materiais a mais, em compensação ao que realmente precisam poderão aprender que todo o vazio emocional poderá ser resolvido com um objecto de consumo.
Uma criança sem disciplina na opinião de Selma Fraiberg é uma criança que não se sente amada. As crianças precisam de limites e sentem-se seguras com eles. Muitas vezes, a criança tenta abusar e pôr os pais à prova através da repetição de comportamentos com o intuito de se certificar do que é ou não permitido fazer.

 Imagem 6A criança precisa que os pais digam “não” até que a lição tenha sido aprendida e já não necessite de ser testada e repetida. As crianças quando sentem que os pais não lhes impõem limites firmes, procuram obter atenção porque se sentem perdidas e inseguras. Segundo o Brazelton, uma criança indisciplinada revela pelo seu comportamento que não gosta de si própria e também não sabe se os pais gostam dela o suficiente para suportarem a sua irritação.
 As crianças indisciplinadas, ou seja, as que não sabem como se comportar são demasiadas vezes rotuladas de “mimadas”. Tal comportamento não se deve ao excesso de carinho e atenção mas sim à falta de autoridade. A criança “mimada” é aquela que ainda não aprendeu a conhecer os seus limites.

 

Fernanda Pestana
Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica

(I parte)

  • Brazelton, T. B. (2003). O grande livro da criança (5ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.
  • Fraiberg, Selma (1981). The Magic years (volume I).  Editora Scribner.
  • Paggi, K. P. ? Guareschi, P. A. (2004). O desafio dos limites. Petrópolis: Editora Vozes.

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